Reportagem de: Antonio Ribeiro // antoniosilva.pb@diariosassociados.com.br
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Estabelecimentos que estejam funcionando de forma irregular serão notificados. Fiscalização começa hoje em CG
Tráfico de drogas, pedofilia, prostituição infantil e incitação à violência entre torcidas organizadas. Estes são apenas alguns dos crimes que estariam sendo praticados em Campina Grande, mediante utilização de computadores de lan houses. Com o objetivo de coibir esses crimes, o Ministério Público Estadual decidiu declarar guerra aos estabelecimentos do gênero que funcionam de forma clandestina na cidade, e a partir de hoje, inicia uma fiscalização em todas as lan houses de Campina Grande.
Promotor Herbert Targino disse que a ação visa, principalmente, acabar com as articulações criminosas pela internet Foto: Arquivo/DB/D.A Press
Com apoio da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos (Sosur), o MP vai visitar os estabelecimentos para verificar se eles possuem o alvará de funcionamento e pretende notificar todos os estabelecimentos que estejam funcionando clandestinamente. A estimativa do Ministério Público é de que cerca de 600 pontos estejam funcionando na irregularidade, segundo informou o promotor Herbert Douglas Targino, titular da Curadoria da Infância e Juventude.
Os proprietários de estabelecimentos irregulares terão dez dias para regularizar a situação de seus estabelecimentos junto à prefeitura municipal. Do contrário, segundo Herbert Targino, terão os seus pontos fechados. O promotor disse que, pelo grande número de estabelecimentos explorando a atividade na clandestinidade, ele acredita que as fiscalizações serão demoradas, principalmente nos bairros, onde existem muitas lan houses de fundo de quintal.
Herbert Targino disse que a ação não visa apenas a legalização dos estabelecimentos junto ao município, mas principalmente coibir as articulações criminosas pela internet. De acordo com o promotor, grupos criminosos estão praticando tráfico de drogas usando os computadores das lan houses, outros agenciando encontros amorosos, inclusive com menores de 18 anos e até fazendo ameaças de acertos de conta, como estava acontecendo entre os membros das torcidas organizadas do Campinense e do Treze.
Além desses problemas, segundo Herbert Targino, as lan houses têm incentivado o esvaziamento das salas de aula, principalmente na rede pública, uma vez que muitos estudantes têm deixado de ir à escola para jogar nos computadores ou navegar na internet.
Preocupação
"Na verdade, esses estabelecimentos têm sido motivo de preocupação, principalmente por causa do acesso de menores de 18 anos. Sem o acompanhamento dos pais, esses adolescentes, muitas vezes, usam as lan houses para acessar sites diversos, bem como para trocar correspondências com pessoas desconhecidas, o que preocupa o Ministério Público e os pais", argumentou.
O promotor poderou que a maioria dos donos de lan houses não se preocupam com quem está frequentando, nem com o que está sendo acessado nesses locais, que acabam sendo usados de forma descontrolada, até mesmo para ações criminosas.
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