Durante o mês de agosto, tivemos um importante reforço na equipe do CDI Matriz. Trata-se de Beatriz Pascuas, funcionária da Accenture Espanha e que escolheu o CDI para atuar como voluntária no período de suas férias. Além de agregar valor ao nosso trabalho com sua experiência, Beatriz esbanjou simpatia e conquistou a amizade de todos.
Foto: Arquivo pessoal
Leco, Dona Ana e Beatriz na EIC CEACA – CDI RJ
O que motivou sua vinda ao
Brasil para atuar como voluntária?
Sou de Barcelona e, há cerca de um ano, comecei a pensar em prestar
serviço voluntário naquela cidade. Porém, meu horário de trabalho
na Accenture — empresa de consultoria internacional — era tão
extenso que não me permitia desenvolver regularmente uma atividade
dessa natureza. Nessa época, eu já conhecia o Brasil. Tinha vindo
aqui a trabalho, por períodos muito curtos, e essas viagens me
fizeram conhecer a cultura do País e, sobretudo, os seus
habitantes. Passei, então, a considerar seriamente a possibilidade
de dedicar minhas férias para colaborar com alguma ONG, mesmo fora
da Espanha. Seria por um tempo mais breve, porém mais intenso, com
foco total no trabalho. No momento de selecionar o destino, pensei
que o Brasil seria um ótimo lugar, já que eu gostava muito dos seus
costumes e de sua gente. E isso ainda representava uma oportunidade
para eu melhorar o meu português, que, por razões laborais, já
estava estudando há algum tempo.
Por que optou pelo CDI?
Optei porque a Accenture colabora intensamente com essa organização
e também porque ouvi falar, em diversas ocasiões, da luta do CDI em
favor das comunidades menos favorecidas. Mas um fator decisivo foi
a questão do curto tempo. Eu não poderia fazer um trabalho de
campo, como desejava, e, por outro lado, tinha consciência de que
precisava buscar uma alternativa onde a minha colaboração fosse
realmente somar. Como eu tinha experiência de consultoria em gestão
e na implantação de projetos de informática, achei que o CDI Matriz
era a escolha ideal.
No que consistiu seu trabalho
durante esse um mês como voluntária?
Apoiei o CDI no projeto de “Gestão de Conhecimento”, que está sendo
definido e implementado, e mais especificamente na revisão do seu
portal, que contém um ambiente interno colaborativo. Meu trabalho
consistiu em rever a versão atual, do ponto de vista funcional e em
relação também aos conteúdos. Analisei a estrutura de navegação, os
aplicativos de colaboração e outras coisas mais. O resultado deste
estudo foi um relatório que ajudará a dar seqüência às ações.
Paralelamente, participei de reuniões internas e com o parceiro
Plansis, empresa responsável por viabilizar tudo isso que está
sendo construído. O CDI quer avançar não só nos contatos com
públicos externos, mas também na formação de uma rede social que
envolva todas as instâncias do CDI: Matriz, comitês regionais e
internacionais, Escolas de informática e Cidadania e parceiros.
Será uma autêntica rede social, participativa e
colaborativa.
Como você avalia essa
experiência?
A experiência de trabalho no CDI foi muito gratificante. No campo
profissional, ela me permitiu conhecer de perto, pela primeira vez,
uma organização do Terceiro Setor e sua dinâmica. Pude observar o
ambiente de trabalho, o cenário à sua volta e os desafios, vendo o
quanto o CDI prioriza melhorar a qualidade de vida de milhares de
pessoas. E não foi só isso. Fui muito bem acolhida e fiz vários
amigos! Trabalhei numa bela casa da rua Alice, em Laranjeiras, onde
fica o CDI Matriz, e ainda tive momentos de lazer ao lado de vocês.
Também visitei duas EICS: a do Morro da Providência e a do Morro
dos Macacos, onde aprendi mais sobre a organização. Por esses bons
momentos, agradeço ao pessoal do CDI Matriz e do CDI Rio e ainda
aos coordenadores dessas duas escolas, que estão fazendo um
trabalho tão legal para suas comunidades. Na verdade, vocês me
ofereceram mais do que eu pude oferecer. Sou agradecida e sei que
estarei sempre ligada ao CDI. Beijos para todos!
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